O que o Brasil representa aos alemães? Irresponsabilidade!

Por favor, olhem esse quadro, retirado deste vídeo do Youtube, de autoria de Claudio Dantas Sequeira, gravando-o na feira de automóveis da Alemanha e Frankfurt:

Brasil

No Brasil, vende-se drogas, armas, cocaína, há crimes, roubo, é uma bagunça, e, o brasileiro é um bobalhão.

E isso tende a se repetir porque o brasileiro é isso.

Por que Dilma não cai da Presidência? Por que não existe oposição para tirá-la do poder? Por que os políticos não serão julgados pela Lava-Jato?

Porque o Estado é este, e a maioria (dos atores políticos e da população) quer apenas este Estado: corrupto, incompetente, ineficaz. Atores do STF, MPF, Justiças estaduais… todos repetindo o mais belo patrimonialismo, na raiz.

O discurso de que a oposição quer “desgastar” Dilma é justamente porque quer o poder, mas não quer mudar o estado de coisas do Estado: mais cedo ou mais tarde, assumirá o poder, e quando isso acontecer será com o mesmo Estado patrimonialista. E tudo tende a se repetir.

O Brasil é uma vergonha!

Teu Olhar

Teu Olhar

Bailes aos luares, em cânticos serenos,
Olhares se cruzam, fantásticos momentos,
Orgiásticos movimentos, dos morenos,
E macios traços do Teu corpo de elementos.

Elementos naturais tais como os Ventos,
Energias sensuais, alentos, eflúvios,
Inefáveis tormentos, estremecimentos,
Das melodias inauditas dos Dilúvios.

Inunda-me a alma de profunda calma,
D’uma calma submersa, da onírica Alma,
Que versa pelo infinito a universal Lírica.

Fecunda-me a carne com Tua ardente chama.
O Teu olhar resume os Desejos e me chama,
Para o cume do enlevo da Noite pírica.

ACFrancisco

O que nos resta?

Por que alguém no Brasil não se pergunta como é possível uma deterioração tão rápida dos padrões de civilidade? Em quais jornais? Em quais blogues?

Há em Freud uma recorrência teórica a um mito que é o assassinato do pai primitivo pela horda primeira. O suposto pai primitivo usava a sua força para dominar todo o grupo, concentrando as mulheres sob seu poder ao mesmo tempo em que afastava os filhos de qualquer espécie de prazer. O enredo disso era o abuso. Certo dia, os filhos se reuniram e mataram esse pai primitivo, mas houve ainda quem quisesse assumir o seu lugar, o que levou à repetição do assassinato desta figura. Até que um dia esse pai primitivo, abusador, deixou de existir, restando a culpa compartilhada entre os filhos. Assim, com uma culpa compartilhada coletivamente, surgiram os dois maiores tabus da humanidade, que é não matar o pai e não copular a mãe. Isso é apenas um resumo, um tanto falho, por sinal. As cenas de “Apocalypse now” são exemplificadoras, quando Kurtz, o pai que abusa, conhece a morte. Atenção: as cenas são fortes, porém, evidenciam a violência presente no suposto “ato inaugural” da cultura.

Olhem o Brasil. Assassinatos à luz do dia. Justiça com as próprias mãos – com qual justificativa? Poder judiciário corrompido: vendas de sentenças, privilégios, demoras interessadas no andamento dos processos, etc. Os sociólogos adoram falar de esfera pública e opinião pública. No Brasil? Não há uma piada melhor?

O que nos resta?

Essas repetições. Tradição autoritária assumida subjetivamente na ação cotidiana dos indivíduos. Qual resultado? A mesma arrogância costumeira que faz um Lula querer dar conselho a líderes de países desenvolvidos. Dizer que ele é um desqualificado seria – na visão dos idiotas úteis que sempre têm uma resposta partidária pronta na ponta da língua – um preconceito, do tipo “complexo de vira-lata”.

No Brasil, a coletividade esqueceu de matar o pai primitivo. Os irmãos estão se matando em uma mutualidade jamais vista. O estupro da coisa pública é cotidiano e o brasileiro está dormindo. É mentira! Mente quem diz que o brasileiro não aguenta mais tanta corrupção. É risível! Claro que o brasileiro aguenta mais corrupção, bandalheira, assassinato, estupro. É claro que aguenta muito mais. Você que está lendo, você aguenta sim – isso até agora não foi nada, afinal, você nunca matou o pai primitivo, do ponto de vista coletivo, porque você tem medo. Você tem medo da responsabilidade do que virá após esse assassinato simbólico, que deve ser feito na base da lei. Você nunca cresceu, nunca pensou por si mesmo, nunca participou de sua própria autonomia.

O brasileiro é um irresponsável – e o que nos resta?

As repetições de sua irresponsabilidade.

O Infinito na Mente

O Infinito na Mente
A mente dos fidalgos sentidos percebe,
Degusta os áureos vinhos das sinfonias,
De eflúvios colore formas com harmonias,
Na letargia das volúpias que concebe.

Interpreta através do corpo o devaneio,
Dos contrastes e nuances que imagina,
Na memória inconsciente que alucina,
E avalia os infinitos do anseio.

É diluída na carne e inseparável,
E a move nas vagas da força inefável,
A galgar tridimensional escuridão.

Transborda nos infinitos dos universos,
Nas longínquas extremidades, nestes versos,
Já “uma ideia impregna a imensidão”.

ACfrancisco

A Mente no Universo

A Mente no Universo

Universo dos imensuráveis espaços,
Infinitos extremos das eternidades,
Constelações dos indefiníveis mormaços,
Nebulosas luzes com as mobilidades.

Siderais astros dispersos nos vácuos vagos,
Absolutas magnitudes sem proporções,
Viandantes corpos em cósmicos afagos,
Fatos insustentáveis das definições.

Ausência nessas artes do teleológico,
Estéril nas criações o axiológico,
Redondezas do tudo, infinitamente.

Nos arredores e nos recantos do cosmos,
Sempre do devir eterno, os cantos fósmeos,
Nas odisseias quiméricas está a mente.

ACFrancisco

Guerra Celestial

Guerra Celestial

Por trás desta taciturnidade galáctica,
Purpúreas trombetas, flautas áureas, sente-se
Este abalo da pomposa marcha extática.
Volitiva a legião de Roma pressente-se.

“Wille zur macht”, nas alturas os estandartes,
Insígnias pulsionais das coortes humanas,
Hercúleas hierarquias que fazem artes,
Brasões das vitais heráldicas soberanas.

Vagos são os campos das batalhas celestes,
Ares de infinitas direções agrestes,
Pesados vácuos, pois torciculosidades.

Astronômicos legionários nebulosos,
Nos universos dos atritos belicosos,
Pulsam o infinito em vitalidades.

ACFrancisco

Illegaler Organhandel in Brasilien

Paulinho_Pavesi
Paulinho Pavesi

Heute möchte ich die brasilianische Affäre „Paulinho Pavesi“ (Paulinho ist das Gleiche wie klein Paulo) um den illegalen Organhandel in Brasilien einführen. Paulinho war im Jahr 2000 ein 10-jähriges Kind, das ermordet wurde, damit eine ärztliche Gruppe illegal seine Organe verwenden konnten.

Diese Gruppe hat mit Hilfe von Politikern, der Polizei und weiteren Autoritäten zum Zweck des illegalen Organhandelns in Brasilien gearbeitet. Der Vater „Paulo Pavesi“ hat angefangen, gegen die Mörder seines Sohnes zu kämpfen. Da er mit Tod bedroht wurde, hat er 2008 von Italien Asyl bekommen. Heute lebt er in London. Bis heute gibt es keine Straffe gegen die Mörder, weil sie durch Politiker wie Carlos Mosconi (der zur Gruppe „Aécio Neves“ gehört) unterstützt sind.

Aecio_Neves_und_Carlos_Mosconi
Aécio Neves und Carlos Mosconi

In Brasilien ist so: quem tem poder, manda; quem tem juízo, obedece (Wer persönclihe Macht hat, der beherrscht; wer persönclihe Vernunft hat, der gehorcht).

Ich habe in der letzten Woche mit der bekannten Prof. Dr. Nancy Scheper-Hughes über die Affäre Paulinho gesprochen. Sie ist Professor in Berkeley und hilft Paulo Pavesi mit der Übersetzung seines Buches ins Englische. Wenn es alles klappt, werde ich in Zukunft eine Forschung oder einen Artikel über den Kampf um Anerkennung Paulo Pavesis schreiben.

Sie können in dem Blog Pavesis mehr wissen.

Das Buch von Paulo Pavesi ist kostenlos hier.

Corrupção: deve-se entender a fonte do agir social

As pessoas se admiram que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) endosse a tese de que a presidente Dilma Rousseff não deve ser responsabilizada por nenhum ato de corrupção praticado por seu partido político, o Partido dos Trabalhadores (PT). Foi essa a ideia que o ex-presidente tentou passar em sua entrevista à revista Capital, da Alemanha, como noticiou a Deutsche Welle. FHC é tradicional e segue uma política tradicional, só isso. E o PT não fez nessa década de corrupção senão praticar o tradicional patrimonialismo, mostrando-se ser um partido político brasileiro como os demais.

Questionar a corrupção no Brasil deve ser entender a fonte do agir social do brasileiro. Com o tempo, espero cultivar a tese da socioantropologia do sobre-eu, que será ainda melhor exemplificada. O PT junto à presidente aprofundou exponencialmente a tradição patrimonialista do Brasil, nada mais! Os petistas são tão ignorantes quanto os tucanos quando atribuem uns aos outros as raízes da “verdadeira” corrupção. Os tucanos (no governo federal) usavam essa estrutura social para a prática política, que passou a ser o habitus petista (desde o seu nascimento, que se note!). Portanto, FHC não faz nada de espantoso e a sua razão de agir é inclusive previsível.

O brasileiro se comporta como uma criancinha no seio de uma família maluca onde papai e mamãe estão juntos no papel e separados no fato. O brasileiro é acomodado, não quer encará-los como dois seres patéticos e assumir sua autonomia; autonomia é também introjetar a lei; contudo, prefere viver nessa regra de constantes chantagens e tácitas ameaças. Vai acabar ficando sem o leitinho.

Roboter: Tod, Gesellschaft und Psychoanalyse

Sehen Sie bitte das folgende Video:

Vergleichen Sie bitte die Zitate von einem Soziologen, einem Psychoanalytiker und einem Philosophen bezüglich der äußeren Welt, der Wiederholung und des Todes

„Et d’abord, il n’est pas vrai que la société ne soit composée que d’individus; elle comprend aussi des choses matérielles et qui jouent un rôle essentiel dans la vie commune. Le fait social se matérialise parfois jusqu’à devenir un élément du monde extérieur (…) La vie sociale, qui s’est ainsi comme cristallisée et fixée sur des supports matériels, se trouve donc par cela même extériorisée, et c’est du dehors qu’elle agit sur nous“ (Durkheim, Le suicide, S. 354).

„Wenn also alle organischen Triebe konservativ, historisch erworben und auf Regression, Wiederherstellung von Früherem, gerichtet sind, so müssen wir die Erfolge der organischen Entwicklung auf die Rechnung äußerer, störender und ablenkender Einflüsse setzen. Das elementare Lebewesen würde sich von seinem Anfang an nicht haben ändern wollen, hätte unter sich gleichbleibenden Verhältnissen stets nur den nämlichen Lebenslauf wiederholt. Aber im letzten Grunde müßte es die Entwicklungsgeschichte unserer Erde und ihres Verhältnisses zur Sonne sein, die uns in der Entwicklung der Organismen ihren Abdruck hinterlassen hat. Die konservativen organischen Triebe haben jede dieser aufgezwungenen Abänderungen des Lebenslaufes aufgenommen und zur Wiederholung aufbewahrt und müssen so den täuschenden Eindruck von Kräften machen, die nach Veränderung und Fortschritt streben, während sie bloß ein altes Ziel auf alten und neuen Wegen zu erreichen trachten. Auch dieses Endziel alles organischen Strebens ließe sich angeben. Der konservativen Natur der Triebe widerspräche es, wenn das Ziel des Lebens ein noch nie zuvor erreichter Zustand wäre. Es muß vielmehr ein alter, ein Ausgangszustand sein, den das Lebende einmal verlassen hat, und zu dem es über alle Umwege der Entwicklung zurückstrebt. Wenn wir es als ausnahmslose Erfahrung annehmen dürfen, daß alles Lebende aus inneren Gründen stirbt, ins Anorganische zurückkehrt, so können wir nur sagen: Das Ziel alles Lebens ist der Tod, und zurückgreifend: Das Leblose war früher da als das Lebende. Irgendeinmal wurden in unbelebter Materie durch eine noch ganz unvorstellbare Krafteinwirkung die Eigenschaften des Lebenden erweckt. Vielleicht war es ein Vorgang, vorbildlich ähnlich jenem anderen, der in einer gewissen Schicht der lebenden Materie später das Bewußtsein entstehen ließ. Die damals entstandene Spannung in dem vorhin unbelebten Stoff trachtete danach, sich abzugleichen; es war der erste Trieb gegeben, der, zum Leblosen zurückzukehren“ (Freud, Jenseits des Lustprinzips, S. 39).

„Ein Roboter bleibt letztendlich etwas Totes“ (Irrgang, Posthumanes Menschsein?, S. 170).

Wie spielen sie zusammen in der Diskussion eine Rolle?